sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

I PREGAÇÃO DO ADVENTO DE FREI RANIERO CANTALAMESSA,

Íntegra 1ª pregação de Advento

Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap
Primeira pregação de Advento 2016
“CREIO NO ESPÍRITO SANTO”

1. A novidade do pós-concílio
Com a celebração do 50º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II, terminou a primeira fase do "pós-concílio" e abriu-se uma outra. Se a primeira fase foi caracterizada por problemas relacionados à "recepção" do Concílio, esta nova será caracterizada, creio eu, pelo completar e integrar o Concílio; em outras palavras, pela releitura do Concílio à luz dos frutos produzidos por este, destacando também o que nele está ausente, ou presente apenas de forma embrionária.
A maior novidade do pós-concílio, na teologia e na vida da Igreja, tem um nome específico: o Espírito Santo. O Concílio não havia ignorado a sua ação na Igreja, mas havia falado quase sempre "en passant", mencionando-o muitas vezes, mas sem destacar o seu papel central, nem sequer na constituição sobre a Liturgia. Em uma conversa, no tempo em que estávamos juntos na Comissão Teológica Internacional, recordo que o Pe. Yves Congar usou uma imagem forte a este respeito; falou de um Espírito Santo, espalhado aqui e ali nos textos, como se faz com o açúcar nos doces, mas que não se torna parte da composição da massa.
Mas o degelo havia começado. Podemos dizer que a intuição de São João XXIII do Concílio como sendo “um novo Pentecostes para a Igreja” encontrou a sua implementação somente mais tarde, terminado o concílio, como tem acontecido muitas vezes nas histórias dos concílios.
No próximo ano nós comemoramos o 50º aniversário do início, na Igreja Católica, da Renovação Carismática. É um dos muitos sinais – o mais evidente pela vastidão do fenômeno – do despertar do Espírito e dos carismas na Igreja. O Concílio havia preparado o caminho para a sua recepção, falando, na Lumen Gentium, da dimensão carismática da Igreja, juntamente com aquela institucional e hierárquica, e insistindo na importância dos carismas[1]. Na homilia da Missa Crismal da Quinta-feira Santa de 2012, Bento XVI disse:
"Quem olha para a história da época pós-conciliar pode reconhecer a dinâmica da verdadeira renovação, que muitas vezes assumiu formas inesperadas em movimentos cheios de vida e que torna quase palpáveis a vivacidade inesgotável da Santa Igreja, a presença e a ação eficaz do Espírito Santo".
Ao mesmo tempo, a experiência renovada do Espírito Santo tem estimulado a reflexão teológica[2]. Depois do concílio se multiplicaram os tratados sobre o Espírito Santo: dentre os católicos, está o do próprio Congar[3], de K. Rahner[4], de H. Mühlen[5] e de von Balthasar[6], dentre os luteranos o de J. Moltmann[7] e M. Welker[8], e de muitos outros. Da parte do Magistério houve a encíclica de São João Paulo II "Dominum et vivificantem". Por ocasião do XVI centenário do concílio de Constantinopla, do 381, o próprio Sumo Pontífice, em 1982, promoveu um congresso internacional de Pneumatologia no Vaticano, cujas atas foram publicadas pela Livraria Editora Vaticana, em dois grandes volumes intitulados "Credo in Spiritum Sanctum[9]”.
Nos últimos anos estamos observando passos decididos nessa direção. No fim de sua carreira, Karl Barth fez uma declaração provocativa que foi, em parte, também uma autocrítica. Disse que no futuro iria desenvolver uma teologia diferente, a “teologia do terceiro artigo”. Por “terceiro artigo” entendia, naturalmente, o artigo do credo sobre o Espírito Santo. A sugestão não caiu no vazio. Desde que foi lançada a proposta surgiu a atual corrente denominada, precisamente, "Teologia do terceiro artigo".
Não acredito que tal corrente queira tomar o lugar da teologia tradicional (seria um erro se pretendesse), mas sim estar do lado e reaviva-la. Ela se propõe a fazer do Espírito Santo não somente o objeto do tratado que lhe diz respeito, a Pneumatologia, mas por assim dizer a atmosfera na qual se desenvolve toda a vida da Igreja e toda pesquisa teológica, "a luz dos dogmas", como um antigo Padre da Igreja definia o Espírito Santo.
O tratado mais completo desta recente corrente teológica é o volume de ensaios surgido em Inglês no último mês de setembro, com o título "Teologia do terceiro artigo. Para uma dogmática pneumatológica[10]”.  Nesse, partindo da doutrina trinitária da grande tradição, teólogos de várias Igrejas cristãs oferecem a sua contribuição, como premissa de uma teologia sistemática mais aberta ao Espírito e mais adequada às exigências atuais. Inclusive foi-me pedido, como católico, uma contribuição com um ensaio sobre “Cristologia e pneumatologia nos primeiros séculos da Igreja”.
2. O credo lido de baixo
As razões que justificam esta nova orientação teológica não são apenas de ordem dogmáticas, mas também históricas. Em outras palavras, compreende-se melhor o que é e o que se propõe a teologia do terceiro artigo, se se leva em conta como se formou o atual símbolo Niceno-Constantinopolitano. A partir desta história pode-se ver com maior clareza a utilidade de ler uma vez tal símbolo “de trás para frente”, ou seja, começando do final, em vez do início.
Vou tentar explicar o que quero dizer. O símbolo Niceno-Constantinopolitano reflete a fé cristã na sua fase final, depois de todos os esclarecimentos e as definições conciliares, concluídas no V século. Reflete a ordem alcançada ao final do processo de formulação do dogma, mas não reflete o próprio processo. Não corresponde, em outras palavras, ao processo pelo qual, de fato, a fé da Igreja historicamente foi formada, e nem sequer corresponde ao processo pelo qual se chega à fé hoje, compreendida como fé viva em um Deus vivo.

No credo atual, parte-se de Deus Pai e criador, dele passa-se ao Filho e à sua obra redentora, e, por fim, ao Espírito Santo atuante na Igreja. Na verdade, a fé seguiu o caminho oposto. Foi a experiência Pentecostal do Espírito que levou a Igreja a descobrir quem era realmente Jesus e qual havia sido o seu ensinamento. Com Paulo e especialmente com João, se chega a subir de novo de Jesus ao Pai. É o Paráclito que, como prometido por Jesus (João 16, 13), conduz os discípulos à "verdade plena" sobre ele e o Pai.
São Basílio de Cesareia resumiu nestes termos o desdobramento da revelação e da história da salvação:
"O caminho do conhecimento de Deus procede do único Espírito, através do único Filho, até o único Pai; inversamente, a bondade natural, a santificação secondo natura, a dignidade real, se difundem pelo Pai, por meio do Unigênito, até o Espírito[11]”.
Em outras palavras, na ordem da criação e do ser, tudo parte do Pai, passa pelo Filho e chega a nós no Espírito; na ordem da redenção e do conhecimento, tudo começa com o Espírito Santo, passa pelo Filho Jesus Cristo e retorna ao Pai. Podemos dizer que São Basílio é o verdadeiro iniciador da teologia do terceiro artigo! Na tradição ocidental tudo isso é expresso de forma sucinta na última estrofe do hino Veni Creator. Dirigindo-se ao Espírito Santo, a Igreja reza dizendo:
Per te sciamus da Patrem,
noscamus atque Filium,
te utriusque Spiritum
credamus omni tempore.

Faça que por meio de ti conheçamos o Pai,
que conheçamos ao mesmo tempo o Filho
e em ti que es o Espírito de ambos
creiamos firmemente hoje e sempre.

Isso de forma alguma significa que o Credo da Igreja não seja perfeito ou que deva ser reformado. Ele só pode ser assim do jeito que é. É a maneira de lê-lo que, por vezes, é útil mudar, para refazer o caminho com o qual se formou. Entre as duas formas de utilizar o credo – como um produto realizado, ou no seu próprio fazer-se –, existe a mesma diferença de fazer pessoalmente, no início da manhã, a escalada do Monte Sinai partindo do mosteiro de Santa Catarina, ou ler a narração de alguém que fez a escalada antes de nós.
3. Um comentário ao “terceiro artigo”
Com isto em mente, nas três meditações de Advento, gostaria de propor reflexões sobre alguns aspectos da ação do Espírito Santo, partindo precisamente do terceiro artigo do credo que lhe diz respeito. Este compreende três grandes afirmações. Vamos começar com a primeira:
a. “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida”.
O credo não diz que o Espírito Santo é "o" Senhor (acima, no credo, se proclama, "e creio em um só Senhor Jesus Cristo"!). Senhor (no texto original, to kyrion, neutro!) indica aqui a natureza, não a pessoa; diz o que é, não quem é o Espírito Santo. "Senhor" significa que o Espírito Santo compartilha o Senhorio de Deus, que está do lado do Criador, e não das criaturas; em outras palavras, que é de natureza divina.
A Igreja chegou a esta certeza baseando-se não somente na Escritura, mas também na própria experiência de salvação. O Espírito, já escrevia Santo Atanásio, não pode ser uma criatura, porque quando somos tocados por ele (nos sacramentos, na Palavra, na oração) fazemos a experiência de entrar em contato com Deus em pessoa, e não com o seu intermediário. Se nos diviniza, isso significa que ele próprio é Deus[12].
Não se poderia, no símbolo de fé, dizer a mesma coisa de forma mais explícita, definindo o Espírito Santo puramente e simplesmente “Deus e consubstancial ao Pai", como havia sido feito para o Filho? Certamente, e foi precisamente essa a crítica movida rapidamente por alguns bispos, dentre os quais São Gregório de Nazianzo, à definição. Por razões de conveniência e de paz, eles preferiram dizer a mesma coisa com expressões equivalentes, atribuindo ao Espírito, além do título de Senhor, também a isotimia, ou seja, a igualdade com o Pai e o Filho na adoração e na glorificação da Igreja.
A expressão segundo a qual o Espírito Santo "dá a vida" é tomada de várias passagens do Novo Testamento: "É o Espírito que dá a vida" (Jo 6, 63); "A lei do Espírito dá a vida em Cristo Jesus" (Rm 8, 2); "O último Adão tornou-se espírito que dá a vida" (1 Cor 15, 45); "A letra mata, o Espírito dá a vida" (2 Cor 3, 6).
Temos três perguntas. Em primeiro lugar, que vida dá o Espírito Santo? Resposta: dá a vida divina, a vida de Cristo. Uma vida super-naturale, não uma super-vida natural; cria o homem novo, não o super-homem de Nietzsche "inchado de vida”. Em segundo lugar, onde nos dá uma vida assim? Resposta: no batismo, que é apresentado, de fato, como um “renascer do Espírito” (Jo 3, 5), nos sacramentos, na palavra de Deus, na oração, na fé, no sofrimento aceite em união com Cristo. Em terceiro lugar, como o Espírito nos dá a vida? Resposta: fazendo morrer as obras da carne! "Se pelo Espírito fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis", diz São Paulo em Romanos 8, 13.
b. “... e procede do Pai (e do Filho) e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”
Passemos agora à segunda grande afirmação do credo sobre o Espírito Santo. Até agora, o símbolo de fé nos falou da natureza do Espírito, não ainda da pessoa; nos disse o que é, não quem é o Espírito; falou-nos sobre o que é comum ao Espírito Santo, ao Pai e ao Filho – o fato de ser Deus e de dar a vida. Com a presente afirmação se passa ao que distingue o Espírito Santo do Pai e do Filho. O que o distingue do Pai é que procede dele (um é aquele que procede, outro de quem procede!); o que o diferencia do Filho é que procede do Pai e não por geração, mas por inspiração; para expressar-nos em termos simbólicos, não como o conceito (logos) que procede da mente, mas como o sopro que procede da boca.
É o elemento central do artigo do credo, aquele com o qual se pretendia definir o lugar que ocupa o Paráclito na Trindade. Esta parte do símbolo é conhecida especialmente pelo problema do Filioque, que foi por um milênio o objeto principal de desacordo entre o Oriente e o Ocidente. Não vou me debruçar sobre este problema já muito discutido, até porque eu mesmo já falei aqui, tratando sobre o acordo de fé entre Oriente e Ocidente na Quaresma do ano passado.
Vou apenas destacar o que podemos reter desta parte do símbolo e que enriquece a nossa fé comum, além das disputas teológicas. Isso nos diz que o Espírito Santo não é um parente pobre na Trindade. Não é um simples "modo de agir" de Deus, uma energia ou um fluido que permeia o universo como pensavam os estóicos; é uma "relação subsistente", portanto, uma pessoa.
Não tanto a "terceira pessoa do singular", mas sim "a primeira pessoa do plural". O "Nós" do Pai e do Filho[13]. Quando, para expressar-nos de modo humano, o Pai e o Filho falam do Espírito Santo, não dizem “eles”, mas dizem “nós”, porque ele é a unidade do Pai e do Filho. Aqui se vê a fecundidade extraordinária da intuição de Santo Agostinho para o qual o Pai é aquele que ama, o Filho o amado e o Espírito o amor que os une, o dom mútuo. Sobre isso está baseada a crença da Igreja ocidental, segundo a qual o Espírito Santo procede “do Pai e do Filho”.
O Espírito Santo, apesar de tudo, será sempre o Deus escondido, mesmo se conhecemos os efeitos. Ele é como o vento: ninguém sabe de onde vem e para onde vai, mas vemos os efeitos da sua passagem. É como a luz que ilumina tudo o que está à frente, ficando ela própria escondida.
Por isso é a pessoa menos conhecido e amada das Três, apesar de ser o Amor em pessoa. Nos é mais fácil pensar no Pai e no Filho como “pessoas”, mas é mais difícil para nós o Espírito. Não existem categorias humanas que podem ajudar-nos a compreender este mistério. Para falar de Deus Pai nos ajudamos da filosofia que trata da causa primeira (o Deus dos filósofos); para falar do Filho temos a analogia da relação humana pai-filho e temos também a história, já que o Verbo se fez carne. Para falar do Espírito Santo só temos a revelação e a experiência. A própria Escritura fala dele servindo-se quase sempre de símbolos naturais: a luz, o fogo, o vento, a água, o perfume, a pomba.
Compreenderemos totalmente quem é o Espírito Santo só no paraíso. Na verdade, o viveremos em uma vida que não terá fim, em um aprofundamento que nos dará alegria imensa. Será como um incêndio muito doce que inundará a nossa alma e a encherá de bem-aventuranças, como quando o amor invade o coração de uma pessoa e esta se sente feliz.
c. "... e falou pelos profetas"
Estamos na terceira e última grande afirmação sobre o Espírito Santo. Depois de professar a nossa fé na ação vivificante e santificadora do Espírito na primeira parte do artigo (o Espírito que é o Senhor e dá a vida), agora se menciona também a sua ação carismática. Dessa se nomeia um carisma por todos, aquele que Paulo disse ser o primeiro por importância, ou seja, a profecia (cf. 1 Cor 14).
Até do carisma profético se menciona somente um momento: o Espírito que “falou por meio dos profetas”, ou seja, no Antigo Testamento. A afirmação é baseada em vários textos da Escritura, mas, em particular, em 2 Pedro 1, 21: "Movidos pelo Espírito Santo, falaram alguns homens da parte de Deus."
4. Um artigo a ser completado
A Carta aos Hebreus diz que "depois de falar um tempo por meio dos profetas, nos últimos tempos, Deus falou a nós no Filho" (cf. Hb 1,1-2). O Espírito não parou, então, de falar por meio dos profetas; o fez com Jesus e o faz ainda hoje na Igreja. Esta e outras lacunas do símbolo foram preenchidas gradualmente na prática da Igreja, sem necessidade, para isso, de mudar o texto do credo (como aconteceu, infelizmente, no mundo latino, com a adição do Filioque). Vemos um exemplo na epiclese da liturgia ortodoxa rezada por São Tiago, que diz assim:
"Envia... o teu santíssimo Espírito, Senhor e vivificador, que senta contigo, Deus e Pai, e com o teu Filho unigênito; que reina consubstancial e co-eterno. Ele falou na Lei, nos Profetas e no Novo Testamento; desceu em forma de pomba em nosso Senhor Jesus Cristo no rio Jordão, repousando sobre ele, e desceu sobre os santos apóstolos... no dia do Santo Pentecostes[14]".
Ficaria decepcionado quem quisesse encontrar no artigo sobre o Espírito Santo tudo, ou talvez só o melhor, da revelação bíblica sobre ele. Isso mostra a natureza e o limite de cada definição dogmática. O seu objetivo não é dizer tudo sobre um dado de fé, mas traçar um perímetro dentro do qual deve-se colocar cada afirmação sobre tal dado e que nenhuma afirmação pode contradizê-lo. A isso deve-se acrescentar, no nosso caso, o fato de que o artigo foi elaborado em um momento no qual a reflexão sobre o Paráclito estava apenas no começo e razões históricas contingentes ( o desejo de paz do imperador) impunham, como mencionei acima, um acordo entre as partes.
Contudo, nós não fomos abandonados somente com as palavras do credo sobre o Paráclito. A teologia, a liturgia e a piedade cristã, tanto no Oriente como no Ocidente, cobriram de “carne e sangue” as parcas afirmações do símbolo de fé.
Na sequência de Pentecostes, a relação íntima e pessoal com o Espírito Santo com cada palavra (uma dimensão completamente ausente no símbolo), é expressa por títulos como Pai dos pobres, luz dos corações, doce hóspede da alma e dulcíssimo alívio. A mesma sequência dirige ao Espírito Santo uma série de orações que são especialmente belas e respondem às nossas necessidades. Concluimos, proclamando-as juntos, talvez tentando encontrar entre elas aquela que sentimos mais necessária para nós:
Lava quod est sórdidum,
riga quod est áridum,
sana quod est sáucium.

Flecte quod est rígidum,
fove quod est frígidum,
rege quod est dévium.
Lava o que está impuro,
molha o que está seco,
cura o que sangra.

Dobra o que está rígido,
aquece o que está frio,
endireita o que está torto.

NOTA DA CNBB, SOBRE A POSIÇÃO DA IGREJA EM DEFESA DA VIDA.

Os bispos conclamam as comunidades a se manifestarem publicamente em defesa da vida
Nesta quinta-feira, 01 de dezembro, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta nota oficial na qual reafirma a posição da Igreja de “defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural”.
Os bispos reafirmam também “incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção”.
Leia a Nota:


NOTA DA CNBB EM DEFESA DA VIDA
“Propus a vida e a morte; escolhe, pois, a vida ” (cf. Dt. 30,19)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput).
A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF.
Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto.
Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção.
Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

Brasília, 1º de dezembro de 2016

Cardeal Sergio da RochaArcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. KriegerArcebispo de São Salvador-BA
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

SANTA LUZIA,ABRAÇO A CIDADE

No dia 03 de dezembro ocorrerá o tradicional Abraço a Cidade, com início às 6h, na Ilha de Santa Luzia. Serão realizadas 29 paradas em pontos distintos da cidade. O objetivo é anunciar a Festa de Santa Luzia para toda a comunidade.

ABRAÇO A CIDADE 03/12/2016
(Ilha de Santa Luzia –Saída às 16h, da Capela de Santa Luzia)
1ª Parada: 6h10 às 6h20
Capela de Nossa Senhora dos Milagres (Papoco)
2ª Parada: 6h30 às 6h40
Capela Santa Rita de Cássia (Alamedas)
3ª Parada: 6h50 às 7h
Capela Nossa Sra Medianeira de Todas as Graças (Planalto)
4ª Parada: 7h10 às 7h20
Capela Nossa Sra de Lourdes (Walfredo Gurgel)
5ª Parada: 7h30 às 7h40
Capela Santa Paula Francinete (Teimosos)
6ª Parada: 8h às 8h10
Capela São José Operário (Nova vida)
7ª Parada: 8h40 às 8h50
Capela do Divino Espírito Santo (Sumaré)
8ª Parada: 9h às 9h10
Capela de São João Paulo II (Conj Monte Olimpo)
9ª Parada: 9h20 às 9h30
Capela do Bom Jesus (Bom Jesus)
10ª Parada: 9h50 às 10h
Capela de São Francisco (Belo Horizonte)
11ª Parada: 10h20 às 10h30
Capela de Santa Clara de Assis (Lagoa do Mato)
12ª Parada: 10h50 às 11h
Capela de Nossa Senhora das Dores (Macarrão)
13ª Parada: 11h15 às 11h25
Capela de Santo Expedito (Aeroporto I)
14ª Parada: 11h50 às 12h50
Capela de São Francisco (Abolição III) ALMOÇO
15ª Parada: 13h00 às 13h10
Capela de São Pedro (Abolição IV)
16ª Parada: 13h20 às 13h30
Capela de São Sebastião (Pró Morar)
17ª Parada: 13h40 às 13h50
Capela de Santa Rita de Cássia (Parque das Rosas)
18ª Parada: 14h às 14h10
Capela de Nossa Sra Aparecida (Redenção)
19ª Parada: 14h20 às 14h30
Capela de Nossa Sra de Guadalupe (Integração)
20ª Parada: 14h40 às 14h50
Capela de Santa Teresinha (Resistência)
21ª Parada: 15h10 às 15h20
Capela de São Francisco (Estrada da Raiz)
22ª Parada: 15h30 às 15h40
Capela de Santo Antonio (Santo Antonio)
23ª Parada: 16h às 16h10
Capela de Sant´ana (Barrocas I)
24ª Parada: 16h20 às 16h30
Capela de Nossa Sra de Fátima (Bom Jardim)
25ª Parada: 16h45 às 16h55
Capela do Divino Espírito Santo (Paredões)
26ª Parada: 17h20 às 17h30
Capela de São Francisco (Pintos)
27ª Parada: 17h45 às 17h55
Capela da Sagrada Família (Vingt-Rosado)
28ª Parada: 18h05 às 18h15
Capela de Nossa Sra das Graças (Vingt-Rosado)
29ª Parada: 18h35 às 18h45
Capela da Mãe Rainha (Ulrick Graff)

sábado, 26 de novembro de 2016

ESCOLHIDA A NOVA COORDENADORA ESTADUAL DA RCC DO RN

Amados comunico a vocês que Arialene Freitas foi eleita Coordenadora estadual do RN para o próximo Biênio.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

FREI RANIERO CANTALAMESSA; BEBAMOS,SÓBRIOS,A EMBRIAGUEZ DO ESPÍRITO.

Pregação do Advento: O espírito fonte de esperança.Cidade do Vaticano (RV) - “Bebamos, sóbrios, a embriaguez do Espírito”. É o tema das quatro meditações que o pregador da Casa Pontifícia, o capuchinho Frei Raniero Cantalamessa, irá realizar - na presença do Papa Francisco – na sexta-feira da primeira semana de Advento, 2 de dezembro, na segunda, 9 de dezembro, na terceira, 16 de dezembro, e na quarta, 23 de dezembro, na capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico.Na reflexão teológica – sublinha o religioso explicando a escolha do tema – se afirma cada vez mais o que é chamada “a teologia do terceiro artigo”, isto é, o artigo do Credo sobre o Espírito Santo”.

Trata-se de uma “corrente - acrescenta Frei Cantalamessa - que não pretende substituir-se à teologia tradicional, mas sim caminhar ao lado e vivificá-la”, propondo-se “de fazer do Espírito Santo não apenas o objeto do Tratado que lhe diz respeito, mas, por assim dizer, a atmosfera em que se desenvolve toda a vida da Igreja e, em particular, cada pesquisa teológica”.
“Nesta linha – conclui o capuchinho - as meditações do Advento são destinadas a refletir sobre o Espírito Santo como a novidade teológica e espiritual mais importante do pós-concilio e a principal fonte de esperança da Igreja”.
Foram convidados a participar das quatro pregações, que terão início às 9 horas, os cardeais, os arcebispos e os bispos, os secretários de congregações, os prelados da Cúria Romana e do Vicariato de Roma, os superiores gerais e os promotores das ordens religiosas que fazem parte da Capela Pontifícia. (SP)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

SIGNIFICADO DO TEMPO DO ADVENTO

Significado do termo
Advento - adventus, em latim - significa vinda, chegada. É uma palavra de origem profana que designava a vinda anual da divindade pagã, ao templo, para visitar seus adoradores. Acreditava-se que o deus cuja estátua era ali cultuada permanecia em meio a eles durante a solenidade. Na linguagem corrente, significava também a primeira visita oficial de um personagem importante, ao assumir um alto cargo. Assim, umas moedas de Corinto perpetuam a lembrança do adventus augusti, e um cronista da época qualifica de adventus divi o dia da chegada do Imperador Constantino. Nas obras cristãs dos primeiros tempos da Igreja, especialmente na Vulgata, adventus se transformou no termo clássico para designar a vinda de Cristo à terra, ou seja, a Encarnação, inaugurando a era messiânica e, depois, sua vinda gloriosa no fim dos tempos.

Surgimento do Advento cristão
Os primeiros traços da existência de um período de preparação para o Natal aparecem no século V, quando São Perpétuo, Bispo de Tours, estabeleceu um jejum de três dias, antes do nascimento do Senhor. É também do final desse século a "Quaresma de São Martinho", que consistia num jejum de 40 dias, começando no dia seguinte à festa de São Martinho.
São Gregório Magno (590- 604) foi o primeiro Papa a redigir um ofício para o Advento, e o Sacramentário Gregoriano é o mais antigo em prover missas próprias para os domingos desse tempo litúrgico.
No século IX, a duração do Advento reduziu-se a quatro semanas, como se lê numa carta do Papa São Nicolau I (858-867) aos búlgaros. E no século XII o jejum havia sido já substituído por uma simples abstinência.
Apesar do caráter penitencial do jejum ou abstinência, a intenção dos papas, na alta Idade Média, era produzir nos fiéis uma grande expectativa pela vinda do Salvador, orientando-os para o seu retorno glorioso no fim dos tempos. Daí o fato de tantos mosaicos representarem vazio o trono do Cristo Pantocrator. O velho vocábulo pagão adventus se entende também no sentido bíblico e escatológico de "parusia".
A conversão parte da fé: ‘Crede em Jesus, arrependei-vos de vossos pecados e então podereis viver a vida do Filho de Deus ressuscitado’ (Ato 2,38).
Conversão é a escolha radical, é a opção determinada pela causa do Reino de Deus.Essa transformação acontece quando o arrependimento leva a pessoa a renunciar ao pecado para buscar uma vida nova.
Jesus quer salvar e nos conduzir ao Pai. Aceitar Jesus implica uma mudança de valores, de atitudes e de vida.
A experiência com Deus é a causa principal para que aconteça a confirmação da mudança de vida. A conversão de Santo Agostinho é um exemplo marcante na história do mundo, mesmo tarde, não deixou de amar a Deus, renunciou ao pecado para buscar definitivamente o caminho da santidade.
A conversão de Saulo também é outro sinal da misericórdia de Deus. Depois de tanto perseguir os cristãos, durante uma viagem a Damasco, Jesus o faz reconhecer seu erro, com a pergunta: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’.
(Cf At 9,1-9). Saulo coloca-se diante do Senhor sem resistir ao seu chamado e cumpre fielmente a sua missão de servir à Igreja.
Não basta viver a conversão por tempo determinado. Quando conhecemos a verdade devemos ser fiéis no compromisso com Deus. Nossa resposta deve ser uma só: ‘Dizei somente sim se é sim; não se é não’ (Mt 5,37). Perseveremos diante das dificuldades na caminhada. Renunciemos ao pecado e deixemos o Senhor nos modelar para sermos transformados em criaturas novas…
Ir Fabiana Souza 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

CARTA AOS ARTISTAS DO BRASIL;O MAGNIFICAT DE SANTA CECÍLIA.

Carta aos artistas do Brasil: O Magnificat de Santa Cecília A paz de Jesus, meus irmãos!

Como sabem, esse é o mês especial da nossa Mobilização Nacional de Oração pelo Ministério de Música e Artes. O fato de todos os dias 22 de cada Mês, ser o dia escolhido para a mobilização, é exatamente por que 22 de Novembro é o dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos.
 
O Magnificat de Santa Cecília
 
“A história de Santa Cecília é tão forte que se entende o motivo da Igreja a eleger como padroeira dos músicos. É a Igreja nos apontando essa santa e nos dizendo: Ministério de Música e Artes, sigam o exemplo de Cecília.
 
Se consagrou a Deus e tomou a firme decisão de ter Jesus como seu único esposo. Mas seus pais a prometeu em casamento à um homem chamado Valeriano, que era da nobreza romana. Mas, Cecília se encorajou e falou a Valeriano de seu voto de castidade e que era totalmente consagrada a Jesus. Conforme foi falando e explicando, suas palavras eram tão cheias de verdade evangélica que Valeriano se converte ao Cristianismo, logo depois seu irmão Tibúrcio ao saber da história também se torna cristão.
 
O prefeito de Roma, enfurecido, decretou a pena de morte para os dois irmãos, que morreram decapitados sem negarem a fé cristã. Cecília foi levada a tentativas de mortes mas frustradas por que Deus realizava milagres diante de todos, até que o Prefeito ordena que os soldados arranquem sua cabeça com três golpes de machado em seu pescoço. O algoz obedeceu, mas não conseguiu, coisa que ele estava acostumado a fazer com apenas uma machadada. Santa Cecília permaneceu viva ainda por 3 dias, conversando e dando conselhos a todos que corriam para vê-la e rezar por ela. Antes de sua morte, em seus últimos momentos neste mundo, sentindo que sua missão estava cumprida mesmo ela sendo ainda tão jovem, Cecília conseguiu cantar louvando a Deus, cantando as maravilhas de Deus.”
 
Enquanto leio essa história fico me perguntando, o que fez essa mulher ser tão decidida por Jesus? Seu amor por Cristo é tão grande, e a força de suas palavras são tão potentes que convence até mesmo o marido que se converte e se torna casto, e logo dá a vida por Jesus.
 
Em seu martírio tão duro, com a cabeça pendurada, ela encontra forças para glorificar a Deus cantando. Ela não desfalece, seu corpo pode estar desconjuntado, mas seu interior se renova (2Cor4,16) a cada nota cantada, suas cordas vocais vibram e ao mesmo tempo são lavadas pelo sangue do martírio. A nossa padroeira da testemunho de sua fé, vive o extraordinário e canta adorando a Deus até o fim de sua vida.
 
Nesse mês tão especial para nós, onde convocamos os artistas da RCC para a mobilização de oração pelo nosso ministério, o que pediremos a Deus? Se estamos celebrando o dia de nossa padroeira, o que pediremos, senão a mesma força, a mesma graça, a mesma fé, a mesma coragem e o mesmo amor que Santa Cecília teve. Que haja constrangimento à quem pedir menos que isso. Sinto que Deus quer preparar um povo forte para esses dias maus. Deus quer que olhemos para Cecília e avaliemos com o que realmente estamos sendo incomodados.
 
Por esses anos viajando por todo o país, tenho visto tantas pessoas melindrosas, onde coisas tão pequenas são o suficientes para que se magoem e criam barreiras em relacionamentos. Outros que são contrariados por suas lideranças, (que por vezes podem até mesmo estarem erradas) e por isso veem nisso um motivo para desanimar. Eu ouço reclamações de irmãos que reclamam por não terem oportunidades para tocar em algum "evento grande", e criam intrigas e climas ruins por esse motivo. Tantos outros que não suportam ser corrigidos ou ser exortados na frente de outros, alegando ser uma grande humilhação.
 
Aqui eu teria outros exemplos, mas vocês podem partilhar o que vocês também veem.
Eu sinto Deus querendo nos forjar irmãos, assim como está escrito em Eclo 2,4-5: “Aceita tudo que te acontecer. Na dor permanece firme, na humilhação tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação.” Quando lemos essa palavra e quando vemos nossa padroeira cantando após 3 golpes de machado em sua garganta, naturalmente nos perguntamos: O que me faria parar de cantar (dançar, interpretar, tocar...) para Deus?
 
Ao mesmo tempo, vejo também pessoas maduras, certas de seus chamados, e experimentadas no sofrimento. São realmente irmãos que são exemplos para nós, que mesmo com todo sofrimento não desfalecem, mesmo com muita perseguição, não são destruídos, mesmo no abandono não desanimam. Tantos irmãos que até mesmo na enfermidade nos ensinam e nos animam, pois entendem que a enfermidade não é motivo de parar.
“Proclamai entre as nações: Declarai guerra! Chamai os valentes! Aproximem-se, subam todos os guerreiros! Os vossos arados, transformai-os em espadas, e as vossas foices, em lanças! Mesmo o enfermo diga: "Eu sou guerreiro!"” (Joe 4,9-10)
 
No ano em que cantamos com Maria o Magnificat, estamos entendendo cada vez mais o que é verdadeiramente: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu salvador(Lc1,46-47). Não há dúvida que Cecília canta o seu Magnificat na hora do seu martírio, pois o corpo desfalece, mas alma dela está inflamada de amor por Jesus. Pois o amor é mais forte que a morte, e o canto dessa santa, ressoa em nossos ouvidos até hoje, como que dizendo: "adorem, amem, se deem por inteiro a Jesus, o belíssimo esposo que se deu todo por vocês."
 
A você que lê essa carta, e pode estar cansado, desanimado ou querendo desistir de tudo, eu oro por você irmão e irmã, para que vossa fé não desfaleça, oro ao Espírito, para que te visite nesse momento e inflame teu coração de amor por Jesus. Toda frieza, insensibilidade, aridez sejam agora convertidos em fervor, coração aberto e sedento por Deus. Não parem, não desanimem, não desistam!
 
E a você que persevera, siga firme na busca da santidade, que seu amor a Jesus cresça a cada dia. Estenda tua mão àquele que está fraco, e juntos levantem-se para formar um grande exército de guerreiros adoradores.
 
Virgem Mãe do Céu, eu vos peço, rogai por nós, artistas da Renovação Carismática, e por todos os músicos Católicos e Cristãos que a cada dia se entregam nesse serviço de evangelização. Mãe, peça ao Espírito Santo que nos dê coragem para testemunhar nossa fé e nosso amor a seu filho Jesus, assim como fez Santa Cecília. Amém!
 
Santa Cecília, rogai por nós!
 
Deus os abençoe!
 
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